LIFESTYLE - 01/03/2016

Em nome do amor e do bom gosto



Lucas Pereira

Ele é uma espécie de guru da etiqueta e da elegância. Inegavelmente um dos jornalistas mais refinados do Brasil, Bruno Astuto tornou-se uma referência quando o assunto é moda, lifestyle e o mundo das celebridades. Colunista da Vogue, Época e GQ, e integrante do quadro “Luxo e Etiqueta” do programa Mais Você, da Rede Globo, Bruno tirou um tempinho na sua agenda lotada e marcou presença na capital goiana para o Fashion Show, realizado no Goiânia Shopping.
“Elegante é aquela pessoa que olha nos olhos de todos ao seu redor, desde a faxineira ao mais poderoso”, diz ele, sem titubear. Estudioso e culto como poucos, Astuto ainda garante que nunca teve a intenção de se tornar uma pessoa pública, e que nem sabe se de fato é. “Pessoas públicas são a Glória Pires, a Adriana Esteves, eu nem sou”, brinca. Mas ele admite que hoje com as redes sociais, todos, de certa forma são. “Minha intenção é que as pessoas gostem do meu trabalho, porque o faço com muito carinho”, garante.
No evento, realizou palestra sobre as tendências do mundo, e teceu comparações sobre o futuro esperado pela ficção no passado e a nossa realidade, usando como gancho as redes sociais e a tecnologia. Segundo Bruno, a chamada alta sociedade sofreu diversas alterações ao longo dos anos, principalmente com o advento da internet. “Era um grupo muito seleto de pessoas, como funcionava na década de 1950, por exemplo. Com a internet, hoje, está todo mundo junto e misturado”, diz. Homme du monde, o colunista está sempre na ponte aérea entre Rio de Janeiro, São Paulo e Paris, e sabe abordar com sutileza singular esse mundo do glamour.
E por falar em internet, na ocasião de seu casamento com o estilista Sandro Barros, o Instagam entrou em polvorosa. Os pombinhos organizaram uma cerimônia íntima, mas badaladérrima, para oficializar sua união. Milhares de pessoas acompanharam a festa por meio das fotos postadas pela ilustre lista de convidados do casal. Ainda de acordo com Bruno Astuto, o casamento dos dois foi, sim, um ato político. “É ignorância caçar duas pessoas que se amam, eu não consigo entender. Fui criado para apreciar o amor. Eu não consigo sequer estabelecer uma comunicação com quem não aceita o amor”, enfatiza.

Entrevista publicada na 31ª edição da Revista Zelo

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